Ponte para Diversidade

………………………………………………………………………….Foto: www.boatemetropole.com.brHenry Neto

A Boate Metrópole recebeu, no último sábado, o badalado bailarino de dança do ventre Henry Neto para um pocket show. O mineiro não fez feio perante a casa cheia: apresentou um show com sua técnica sempre impecável e encantou a platéia. Polêmico por ser um dos primeiros homens a se destacar na mídia dentro desse universo predominantemente feminino, Neto mostrou porque é tão disputado no mercado de dança árabe.

Subiu ao palco não um homem que tencionava imitar as mulheres dançarinas, mas um bailarino com uma postura correta e elegância, um profissional. O show foi aberto pelo igualmente competente Fernando Bauer, que arrasou na apresentação com véu, e, em seguida, Neto dançou com o véu e deleitou a platéia com sua especialidade: um charmoso solo de derback (percussão árabe). E quando o público pediu, ele fez um bis.

Diversas bailarinas da cena recifense de dança árabe estavam presentes para prestigiar o artista, dando força à fama da boate de receber todo o tipo de público, sem preconceitos ou restrições. Mas o show teve um problema, ao menos para os que, como eu, amam a Dança do Ventre: foi curto, muito curto. A gente queria mais.

Por Monaliza Brito

MarOlinda Cult Hotel recebe selo “gay friendly”

Publicado por: B. em: Novembro 21, 2008

O turismo voltado ao público LGBT está em alta no país. Cada vez mais, o segmento hoteleiro e a indústria do entretenimento reconhecem neste público o seu enorme potencial de compra. Seguindo essa tendência, o MarOlinda Cult Hotel, localizado no bairro de Boa Viagem, é o mais novo empreendimento do ramo a oferecer atendimento especial e serviços direcionados ao público LGBT. O Hotel recebeu nesta quinta-feira (20/11) o selo “gay friendly” e tornou-se um dos primeiros estabelecimentos a aderir, oficialmente, ao projeto que é uma iniciativa do Convention Bureau e da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH).

O MarOlinda compõe uma pequena, e seleta, lista de oito hotéis que já receberam o selo no Estado. “Essa lista tende a aumentar porque os empresários do ramo hoteleiro vêem percebendo o crescimento desse tipo de público”, disse o gerente do hotel, Júnior Spano. Ao aderir ao projeto do selo “gay friendly” os funcionários que compõe a equipe vão passar por um treinamento no qual receberão instruções com relação a forma de atendimento ao público homossexual. “ A idéia é que ao chegar no check-in do hotel e solicitar um quarto com cama de casal, esses hóspedes não sejam tratados de forma diferente, ou constrangidos pelo fato de serem homossexuais”, completou Júnior.

Pensando em prestar um serviço mais específico a esse nincho de mercado, o hotel também já incluiu em sua lista de roteiros oferecidos aos hóspedes o “Gay Guide” que nada mais é, do que um apanhado de todos os bares, restaurantes, boates, e outras opções de diversão LGBT em Recife. Para Júnior, a participação do MarOlinda nesse projeto vai ampliar, ainda mais, o número de hóspedes e a qualidade dos serviços. “A idéia é que com o passar do tempo, possamos oferecer ainda mais serviços diferenciados e suprir a demanda desse público que sempre foi muito bem vindo em nosso hotel”. Para facilitar a identificação de um hotel “gay friendly” verifique o selo colado na porta, ou no balcão do estabelecimento.

Serviço:

MarOlinda Cult Hotel
Av. Conselheiro Aguiar 755 – Boa Viagem – Recife.
Fone: (0xx81)2123.2777
e-mail: marolinda@marolinda.com.br

Por Amanda Sena

Projeto gráfico

Publicado por: B. em: Novembro 21, 2008

Procurando o que fazer?

Publicado por: B. em: Novembro 20, 2008

No próximo fim de semana duas atrações especiais vão animar a noite da boate Metrópole. Na sexta, 21 de novembro, a partir das 22h, a estrela do Pole Dance brasileiro, Alexandra Valença, faz show na pista da casa. Alexandra foi professora de Pole Dance das atrizes Flávia Alessandra e Juliana Knust, na preparação para as personagens que elas representaram na novela Duas Caras.

No sábado é a vez do badaladíssimo bailarino mineiro Henry Neto, apresentar seu show de dança do ventre. Polêmico, Neto não teme preconceitos e se apresenta com uma técnica impecável, que faz dele um dos mais respeitados dançarinos do gênero no país. O show tem inicio também às 22h.

Outras informações no site: www.boatemetropole.com.br

Entrevista: Maria do Céu

Publicado por: B. em: Novembro 20, 2008

……………………………………………………………………………….Foto: www.boatemetropole.com.brMaria do Céu

Ela é conhecida como a madrinha da comunidade LGBT em Pernambuco. Militante da defesa pela diversidade sexual, Maria do Céu, a rainha das multicoloridas noites da boate Metrópole, bateu um papo com a repórter Monaliza Brito sobre os caminhos que a tornaram a diva do movimento.

M.B. – Maria, como você se tornou a madrinha da comunidade LGBT de Recife?
M.C – Na verdade esse título de madrinha da comunidade LGBT é coisa do colunista Orismar Rodrigues, ele começou a me chamar assim na coluna dele e as pessoas acabaram adotando.

M.B. – E como teve início a sua ligação com o movimento LGBT em Recife? Nasceu junto com a Metrópole?
M.C. – Eu sou uma pessoa que vem do mundo da moda, eu já vivia muito perto desse universo, me relacionava com as pessoas e me identificava com elas. Era um mundo mais real, mais verdadeiro, onde as pessoas rompiam com conceitos.

M.B. – E quando você despertou para as necessidades desse público?
M.C. – Em um desses trabalhos de moda, um desfile no shopping, que aconteceu há uns 15 anos. Eu cheguei cedo para a maquiagem e encontrei um assistente de maquiador que também era travesti e de quem eu gostava muito. Ele estava sentado no chão, parecendo um saco de lixo, encolhido em um canto com o braço enfaixado. Mas apesar do aspecto físico, o que mais chamou minha atenção foi a expressão dele. Quis saber o que aconteceu, e ele me contou que foi vítima de violência quando saiu montado de uma boate na Rua da Glória. Dois “boyzinhos” pararam o carro, desceram e bateram nele. Os “anjos da noite”, os taxistas, é que interferiram para ajudar. E a polícia? Quando você não vive no dia-a-dia, acha que a polícia atende todo mundo, mas nem sempre é assim. Foi um taxista que parou, gritou, espantou os rapazes e levou ele até o hospital da restauração. E quando chegaram ao hospital e o policial que fica registrando o viu montado, pensou que ele era o responsável pela confusão.

M.B. – Mas já faz bastante tempo que isso aconteceu… como você vê a questão do preconceito dentro da sociedade recifense hoje?
M.C. – Recife tem um lado muito louco na cidade, o lado do cinema, o lado da moda, em um sentido muito solto, muito criativo. Mas tem também um lado careta, machista. O preconceito ainda existe. Politicamente ele não deve existir, as pessoas não consideram politicamente correto. Mas esse é um problema que está tão arraigado, que acaba transparecendo nesses momentos. Muita coisa já foi conquistada, mas a realidade é que muita gente ainda morre hoje em dia por causa de preconceito. Está havendo uma transformação, mas dizer que ela já aconteceu não dá, porque ainda está caminhando. E não é só a questão da violência física, da homofobia, mas também a garantia dos direitos civis. Um homem que tem um companheiro violento, por exemplo, não tem a quem recorrer. Vai fazer o quê? Procurar uma delegacia para dar queixa do marido e sofrer mais preconceito? Eu decidi dar o melhor de mim e a forma que eu tinha para fazer isso eram as festas, o aconchego, oferecer o melhor da casa, trabalhar questões políticas, porque todas as transformações passam pela questão política. Também seguimos a orientação das ONGs e participamos das paradas e dos atos que acontecem o ano todo.

M.B. E como surgiu a Metrópole?
M.C. – Eu sentia falta de um lugar para dançar, onde pudesse me soltar, subir na mesa, me divertir. Havia duas casas na época: a Overpoint e a Hipopótamo, mas todas tinham carteira de sócio, eram caretinhas. Eu ia pra dançar e as pessoas estavam lá de vestido longo, só se soltavam depois de beber, e eu já chegava louca. Queria também um som mais potente, mais grave, do coração. Na época eu fazia psicologia e estava estudando Freud, então criamos uma casa chamada Dr. Freud. O melhor do Freud é que era uma boate sem preconceitos, as pessoas bebem, falam mais, me contam mais as coisas… (risos). Como existia essa carência que não era só minha, a boate foi um sucesso e eu me deparei com uma coisa muito maior que do eu. Eu não tinha experiência, mas fazia a sexta gay na Freud porque o melhor lugar que tem pra mulher dançar, gay dançar, pra quem não tem preconceito, é o ambiente gay, A noite que eu mais gostava de ir era a sexta gay. E eu fui fazendo as coisas do jeito que dava. Tem até umas histórias engraçadas… Uma vez eu peguei dois tonéis, daqueles grandes, pintei os tonéis de zebrinha e contratei dois rapazes para fazer queijo. Quando os rapazes começaram a dançar, os tonéis começaram a andar, porque o chão era liso, foi uma loucura. O sócio ficou enlouquecido, teve medo de que isso refletisse na imagem da casa, mais uma vez o preconceito. Nesse momento eu decidi que ia trabalhar, fazer e escutar só o que eu queria. Seis meses depois veio a Fun House e a partir daí fiquei livre para fazer festas do meu jeito, festas que libertam as pessoas, que tiram as pessoas da culpa.

M.B. – E quantos anos tem a Metrópole?
M.C. – Seis. Completa sete em abril de 2009.

M.B. – Na sua opinião, qual a receita para ter uma boate que, apesar de ser voltada para o público LGBT, é freqüentada por todos os tipos de pessoas, independente da opção sexual?
M.C. - Respeitar é o que faz toda a diferença. Uma vez vi um rapaz com síndrome de down dançando na boa. Fiquei feliz, gosto de celebrar a diferença. As pessoas sentem-se à vontade, o preconceito não está só no aspecto sexual. Na Metrópole a gente só não agrega chatice!

M.B. – Para encerrar, que mensagem você deixaria para os leitores do Ponte para a Diversidade?
M.C. – Amem, amem, amem. Ame ao próximo sem preconceito, sem nada. E esse não-preconceito tem que ser em outras situações também, não só com relação à sexualidade. Não ao preconceito econômico, não ao preconceito social, não ao preconceito sexual, e não ao preconceito que a gente exerce quando julga alguém. Será que nós, no lugar do outro, naquela situação, não faríamos o mesmo?

Guia cultural II

Publicado por: B. em: Novembro 19, 2008

Boates/Cinemas/Saunas/Shoppings:

Shopping Boa Vista

Tel: (81) 3423-5666

(Rua do Giriquiti, 48, Boa Vista, Recife)

Metrópole World Dance

Tel: (81) 3423-0123

(Rua das Ninfas, 125, Boa Vista, Recife)

Para mais informações: http://www.boatemetropole.com.br/

MKB

Tel: (81) 3223-0921

(Rua Oliveira Lima, 778, Boa Vista, Recife)

Para mais informações: http://www.meukasobar.com.br/

Termas Boa Vista

Tel: (81) 3423-3404

(Rua Dom Manoel Pereira, 63, Boa Vista, Recife)

Para mais informações: http://www.termasboavista.com.br/

Cine Boa Vista

Tel: (81) 3222-9808

(Rua Corredor do Bispo, 131, Boa Vista, Recife)

Para mais informações: http://www.cineboavista.com/

CineMix

Tel: (81) 3223-7050

(Rua da Soledade, 352, Boa Vista, Recife)

Henry & June

Publicado por: B. em: Novembro 19, 2008

……..;;………..……………………………………..;;;.;;;;.…….………………………………Fotos: Divulgação untitled-2

O encontro e as aventuras sexuais de dois grandes nomes da literatura erótica: o norte-americano Henry Miller e a francesa Anaïs Nin. No desenrolar da história, tanto o leitor é preso às páginas do livro, quanto o espectador é à tela do cinema. O primeiro foi editado a partir de fragmentos do diário da escritora, entre os anos de 1931 e 1932, e publicado em 1986, após a morte de seu marido, Hugh Guiller. O filme, digido por Philip Kaufman, traz Fred Ward, Maria de Medeiros e Uma Thurman no elenco, e chegou a ser banido na África do Sul pelas cenas de envolvimento e sexo entre June, Anaïs e Henry.

É interessante notar a evolução do relacionamento entre os três, perceber o quanto a liberdade sexual que Anaïs ganha a tira parcialmente da vida, para ela monótona, que tinha ao lado do banqueiro, despertando nela grande afã literário e criatividade extrema. Vontade esta, vinda da descoberta de seu interesse pelos escritos libertinos e sem poesia de Henry e pela beleza exótica de June, mulher do escritor. Ela passa, então, a ser amante dos dois, separadamente, além de manter o casamento com Guiller.

Mais trechos dos diários da escritora deram origem a outros livros. Incesto é a continuação de Henry & June e em Delta de Vênus, a personagem principal, Sabina, é totalmente inspirada na esposa de Miller, June.

Por Bárbara Lemos

Os Sapatos de Aristeu

Publicado por: B. em: Novembro 18, 2008

………………………………………….………..;;………..………………………….………………………………Foto: Divulgação Os Sapatos de Aristeu

(SP, 2008, 17 min)

Direção: Luiz René Guerra

Num lugar que aparenta ser uma casa de shows noturna, o corpo de um travesti é arrumado e maquiado para o seu velório por algumas de suas amigas, também travestis. Em seguida, o corpo é levado para a casa da família onde deve ser velado. O começo do curta-metragem do diretor paulista, Luiz René Guerra, não evidencia nenhum tipo de conflito. O primeiro impacto, porém, se dá quando a irmã se nega a receber o corpo da maneira que está vestido.

Aos poucos o diretor vai revelando a história de isolamento familiar e de morte em vida na qual viveu Aristeu. A mãe e a irmã de Aristeu decidem enterrá-lo como homem e a primeira atitude para isso, é cortar-lhe os longos cabelos. A intensidade, e a sutileza dos gestos, são traduzidas através dos planos e enquadramentos escolhidos por Luiz René. Pequenos detalhes da casa, como um altar no canto da sala, vão aparecendo nos cortes e construindo aos poucos as personalidades e valores das pessoas que habitam aquela casa. Em fresta por entre a porta observamos a mãe sentada à beira da cama, ao lado do corpo do filho, com um olhar perdido que expressa um misto de pesar e desgosto. Mas num último gesto de carinho, ela corta um pedaço do próprio cabelo e amarra junto  a um chumaço de cabelo do filho, guardando-o em uma caixinha. A escolha de René pelas imagens em Preto & Branco também ajudam a dar o “tom” do momento.

Enquanto isso, uma procissão de travestis caminha em direção à casa na intenção de se despedirem da amiga. É interessante perceber que em momento algum existe um conflito direto, mas o abismo e o preconceito entre aqueles dois mundos são pungentes.  Em mais uma explosão de revolta da irmã, a mãe revela um pedido que confirma que Aristeu, na verdade, já havia morrido para aquela família.  Nesse momento, elas permitem a entrada dos amigos travestis e, como expressão daquilo que seria “uma última vontade”, eles calçam em Aristeu  sapatos de salto. Estava firmado ali, um acordo de paz. Um acordo feito em função de um motivo único: a dor da perda. Só então a mãe consegue perdoar-se, e perdoar Aristeu, que finalmente voa em liberdade.

Por Amanda Sena

Guia cultural I

Publicado por: B. em: Novembro 15, 2008

Bares/Restaurantes:

Anjo Solto

A casa possui ambiente agradável, com iluminação discreta, ideal para uma conversa mais calma. O lugar manteve o sucesso com um cardápio de crepes, com cerca de setenta opções salgadas e mais 25 doces. Todos têm massa fina e crocante e levam o nome de amigos e clientes da casa.

Tel: (81) 3325-0862

(Galeria Joana D’Arc – Avenida Herculano Bandeira, 513, Pina, Recife)

Horário de funcionamento: de domingo à quinta às 17:30hrs; sexta e sábado às 18:00hrs. Só fecha após o último cliente.


Café Poire

Serve cafés quentes e gelados. Está sempre promovendo exposições culturais“.

Tel: (81) 9974-4932

(Galeria Joana D’Arc – Avenida Herculano Bandeira, 513, Pina, Recife)

Horário de funcionamento: de segunda à sexta às 18:00hrs; sábado às 20:00hrs. Só fecha após o último cliente.


Oriente Médio

Um bar de comida árabe.

(Galeria Joana D’Arc – Avenida Herculano Bandeira, 513, Pina, Recife)

Mustang

O restaurante e pizzaria não é abertamente gay, mas 80% do público é gay.

Tel: (81) 3223-1539

(Avenida Conde da Boa Vista, 44, Boa Vista, Recife)

PitHousen

Bar despretencioso de beira de calçada, ponto de encontro no centro da cidade. Cerveja gelada e ferveção garantida.

Tel: (81) 8822-6778

(Rua Giriquiti, 139, Boa Vista, Recife)

Horário de funcionamento: de segunda a domingo, das 18:00 às 02:00.


Bar S

Ambiente descolado, com cardápio bacana de pestiscos.

Tel: (81) 9927-2149

(Rua Joaquim Nabuco, 324, Graças, Recife)

Horário de funcionamento: de quarta a sábado às 18:00. Só fecha após o último cliente.

Sociólogos e antropólogos latino-americanos se reuniram nos dias 04 e 05 de novembro para discutir política e sexualidade na América Latina. A conferência fez parte da Jornada Pré-Alas Recife, promovida pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A Jornada antecede o Encontro da Associación LatinoAmericana de Sociología, a ser realizado em novembro do próximo ano, em Buenos Aires.

Na conferência A negociação da política de gênero na América Latina foram abordados temas relativos à atuação política dos movimentos pela diversidade sexual, violência contra homossexuais e mulheres, políticas públicas, novas configurações familiares, consumo e identidade sexual. Entre os participantes cabe ressaltar a presença de Alicia Palermo, da Universidad Nacional de Lújan, em Buenos Aires. A socióloga destacou que a diversidade sexual vai além da mera expressão comportamental. “Os movimentos políticos latino-americanos transcenderam a univocidade da classe trabalhadora. Hoje se enquadram nas lutas políticas atores diversificados, dentre os quais aqueles que militam pela diversidade sexual”, explicou a professora.

A professora chilena Irma Arriagada, do Centro de Estudios de La Mujer (CEM) destacou a importância de uma concepção de democracia radical para o cenário latino no século XXI. “Este modelo político [democracia representativa] não inclui aquilo que os europeus chamaram de novos movimentos sociais. Precisamos de uma democracia que inclua também a luta das mulheres, dos movimentos LGBT, dos ecologistas e de todos os outros movimentos que militam pelas demandas da pós-modernidade”.

Também marcaram presença intelectuais brasileiros e radicados no Brasil, como as professoras Marión Quadros e Lady Selma Albernaz, da UFPE, Cristina Buarque, da Secretaria Especial de Políticas Para Mulheres (SEPM) e o antropólogo Russel Parry Scott, do Núcleo de Família, Gênero e Sexualidade (Fages) da UFPE. As contribuições retiradas do evento servirão como agenda de pesquisas a serem desenvolvidas e apresentadas no Congresso da ALAS, em 2009, quando um maior número de intelectuais se reunirá em torno da temática da diversidade sexual e da democracia.

Por Glauber Lemos

O Ponte para Diversidade pretende produzir e fazer clipagem de matérias relacionadas à comunidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros (LGBT) do Grande Recife. O objetivo é abordar as informações de maneira séria e responsável, fugindo dos estereótipos e respeitando as diferenças. O blog também será um canal aberto de comunicação com organizações, instituições e estabelecimentos que se identificam com a causa. O nosso lema vai além da igualdade, é o respeito. Porque a diferença dá muito mais charme ao mundo e nós não precisamos ser iguais.

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